Jornal Estado de Minas · Caderno Gourmet
A confeiteira que une técnica francesa e ingredientes brasileiros em BH
Dayana Alves fala sobre a curadoria por trás dos bolos assinados da Alzucar e a escolha de cacau, cumaru e castanhas como protagonistas.

Em uma sala de produção discreta nos Funcionários, em Belo Horizonte, a confeiteira Dayana Alves trabalha em pequenos lotes — fiel ao gesto autoral que batiza a Alzucar. As receitas combinam o rigor técnico aprendido nas escolas francesas e a generosidade de ingredientes brasileiros como o cumaru, a castanha de caju e o cacau de origem.
“A confeitaria precisa ser um gesto: medido, mas generoso. É essa tensão que dá identidade ao bolo”, conta Dayana. A casa atende sob agendamento, com encomendas feitas com pelo menos três dias de antecedência — tempo necessário para selecionar matérias-primas e respeitar cada etapa de fermentação, montagem e finalização.
Entre os destaques do cardápio estão o Bolo de Pistache, com recheio verde vibrante e crocante geométrico, e o Três Chocolates, em massa de cumaru com camadas de chocolate intenso, branco e ao leite. A linha Croc! — lâminas de amêndoa caramelizada cobertas com chocolate meio amargo — virou queridinha de quem busca presente.